7 Escritoras Laureadas com o Prêmio Nobel de Literatura – Parte 2

7 Escritoras Laureadas com o Prêmio Nobel de Literatura – Parte 2

Hoje, gostaríamos de apresentar mais 7 escritoras laureadas com o Nobel de Literatura. De novo, asseguramos que concordamos que o Prêmio, de alguma forma ou de outra, é eurocêntrico. No entanto, o Nobel não deixa de ser uma forma de reconhecimento da excelência das mulheres em um ambiente, comumente, reservado aos homens.

Sem mais delongas, às escritoras:

Toni Morrison dos Estados Unidos (1993)

Que em romances caracterizados por força visionária e lastro poético, oferece vida a um aspecto essencial da realidade dos Estados Unidos.

Escritora, editora, ensaísta e professora Toni Morrison nasceu em 1963, em Ohio. Ela foi a primeira escritora negra a receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1993.

Além do Nobel de Literatura, Morrison também ganhou o American Book Award (1988) e o Prêmio Pulitzer (1988), dentre vários outros prêmios, medalhas e menções honrosas. Como, por exemplo, a Medalha Presidencial da Liberdade (2012).

Wisława Szymborska da Polônia (1996)

Pela poesia que, com precisão irônica, permite que contextos históricos e biológicos venham à tona, em fragmentos de realidade humana.

Wisława Szymborska (1923 – 2012) foi uma poetisa, crítica literária e tradutora polonesa traduzida para mais de 36 idiomas. Além do Nobel de Literatura, Szymborska também foi galardoada com o Prêmio Goethe (1991), o Prêmio Herder (1995) e a Ordem da Águia Branca (2011), a maior honraria – civil ou militar – polonesa.

Além disso, pelo conjunto de sua obra, Szymborska foi chamada de “o Mozart da poesia”.

Elfriede Jelinek da Áustria (2004)

Pelo seu fluxo musical de vozes e contra-vozes em novelas e peças que com extraordinário zelo linguístico revelam o absurdo dos clichês da sociedade e o seu poder subjugante.

A obra da escritora austríaca dedica-se à crítica social, com ênfase na violência e no poder da sociedade do consumo. A opressão da mulher também é um tema recorrente em seus romances e peças de teatro. Além do Nobel de Literatura em 2004, Elfriede Jelinek não recebeu outros prêmios notáveis pelo seu trabalho.

Por ter agorafobia, Jelinek optou por não receber pessoalmente o prêmio.

Doris Lessing do Reino Unido (2007)

Tal epicista da experiência feminina que, com ceticismo, ardor e poder visionário sujeitou uma civilização dividida ao escrutínio.

Doris Lessing (1919 – 2013) foi uma escritora britânica extremamente prolífica e eclética. Ela escreveu sua autobiografia com a mesma naturalidade com que escrevia obras de ficção científica.

Aos 89 anos, Lessing, além de ser uma das poucas mulheres agraciadas com um Nobel de Literatura, foi a pessoa mais velha à recebê-lo. Antes de ganhar, porém, ela foi nomeada muitas vezes, chegando a ser conhecida como uma “eterna candidata”.

Herta Müller da Alemanha / Romênia (2009)

Que, com a densidade da sua poesia e franqueza da prosa, retrata o universo dos desapossados.

Nasceu na Romênia, mas é alemã. Além disso, também é novelista, poetisa, escritora, ensaísta e tradutora. Descrever tudo que uma pessoa é – ou foi – é difícil. Por isso, vamos dizer só mais algumas concretudes sobre Herta Müller: ela é a décima-segunda mulher a ganhar o Nobel de Literatura. E a centésima-sexta pessoa a ganhá-lo.

Devido à sua dupla-nacionalidade, as bandeiras dos dois países aparecem no site da Wikipedia. Curiosamente, tanto a pessoa que ganhou em 2008 quanto a pessoa que ganhou em 2010 estão no mesmo barco.

Alice Munro do Canadá (2013)

Mestra do conto contemporâneo.

Considerada uma das principais escritoras contemporâneas em língua inglesa, Alice Munro foi a primeira pessoa especializada em contos à receber o Nobel de Literatura. Com uma carreira bem distinta, Munro coleciona prêmios há anos, desde The Governor’s General Award (1968, 1978 e 1986) e do Prêmio Giller (1998 e 2004) até o Prêmio Internacional Man Booker (2004).

Svetlana Alexijevich da Bielorrússia (2015)

Pelos seus escritos polifônicos, um monumento ao sofrimento e à coragem em nosso tempo.

Svetlana Alexijevich é uma bielorrussa que, em suas obras, acaba misturando jornalismo investigativo e literatura de um jeito pouco visto hoje em dia.

Ela foca na União Soviética: dos depoimentos das mulheres soviéticas até as feridas profundas que o desmantelamento da URSS deixou. Para qualquer um que tenha interesse em história, ela é quase um “must”.

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